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Nada de usar o nome do cachorro Imprimir
21 de July de 2006

    Depois de algumas tentativas sem sucesso, você tem de reconhecer que se esqueceu de uma determinada senha. Nada mais comum. Afinal, o volume de códigos que a vida moderna nos obriga a memorizar é muito grande. Tem senha para internet banking, cartão do banco, cartão de crédito, provedor de acesso, rede corporativa, webmail, serviços online... E qual é a solução? Usar a mesma combinação para tudo? Utilizar como código de acesso a data do aniversário ou o nome do cachorro? Guardar lembretes na carteira?

 

TravaNem pensar. “Pode parecer uma coisa chata, mas é preciso criar senhas seguras e armazená-las de maneira adequada”, afirma Lúcio Costa, especialista em segurança da Symantec. “Há programas disponíveis na internet utilizados por hackers que conseguem quebrar em pouco tempo uma senha fraca”, lembra ele. Confira cinco dicas que podem ajudar você a manter suas informações pessoais longe de hackers e curiosos.

 

1 – COMO CRIAR – Quanto mais importantes são os dados a serem protegidos, mais complexa deve ser a senha. Segundo especialistas, o ideal é criar um código com pelo menos oito caracteres, letras maiúsculas e minúsculas, além de números e sinais de pontuação. Símbolos especiais inseridos com combinações de teclas ou a cedilha não são recomendados, pois podem não estar disponíveis no modo de segurança do Windows (em caso de pane) ou em teclados estrangeiros, caso você precise utilizar a combinação em outro equipamento.

  

2 – PARA NÃO ESQUECER – Uma boa maneira de lembrar os códigos de acesso e outras informações é utilizar programas para gerenciamento de senhas (veja quadro ao lado). Quem não quiser adotá-los, pode apelar para o artifício de criar uma frase e utilizar a primeira letra de cada palavra que a compõe, complementando com números e pontuações. Outra opção é unir palavras sem conexão – sapatoporta, por exemplo – e seguir as recomendações da dica anterior. Nunca use números ou palavras que possam ser facilmente associados a você, como nome de time de futebol ou data de nascimento.

 

3 – NADA DE REPETIR – Ter um código para tudo pode ser uma idéia tentadora (é mais fácil de lembrar), mas nada segura. Afinal, por mais complexa que essa senha seja, se alguém descobri-la, será como ter a chave para todos os cômodos de uma casa.

 

4 – TROCAR É PRECISO – É recomendável alterar periodicamente seus códigos secretos. Se um hacker estiver utilizando uma ferramenta para quebrar sua senha, terá de recomeçar a tarefa, já que a combinação passa a ser outra. Além disso, impede que alguém que já tenha descoberto de alguma forma o código de seu webmail, por exemplo, continue a fazer uso indevido do serviço. Para dados mais importantes, vale trocar pelo menos uma vez por mês.

 

5 – COMPUTADOR VULNERÁVEL – Finalmente, de nada adianta ter uma combinação que siga todas essas recomendações, mas inserir seus dados no computador da LAN house ou naquela máquina que seu filho usa para fazer download de músicas sem o menor cuidado. “Máquinas utilizadas por várias pessoas ou simplesmente desprotegidas podem conter programas que monitoram a digitação e enviam os dados para hackers”, lembra Carlos Affonso, diretor regional da Módulo.

 

 

Fonte: PC World

 

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